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Bolas Sa Placa

Sebastião Mendes Bolas fundou, em 1965 e em Évora, uma empresa de venda de ferramentas e equipamentos, com venda direta ao pública e através de alguns revendores no sul do país. Desde o seu nascimento que o negócio foi liderado pelo filho Guilherme.
No dia 21 de março, comemorou o seu quinquagésimo aniversário, no evento que reuniu os seus mais de 50 funcionários, representantes dos seus cerca de 300 distribuidores espalhados por todos os distritos portugueses, Angola, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.
O segredo para alcançar esta dimensão e longevidade, pode ser encontrado numa receita que utiliza, entre muitos outros, ingredientes como:

  • Visão estratégica: uma ideia de que de Évora se pode partir para o mundo com a concentração exclusiva na distribuição;
  • Marcas e Parceiros: identificação das melhores marcas a representar e criação de laços de verdadeira parceria (algumas com mais de quarenta anos);
  • Serviço ao Cliente: focalização nos clientes com um tratamento diferenciado e serviço de apoio desde o aconselhamento e pré-venda até ao completo serviço de pós-venda;
  • Colaboradores: pessoas formadas e conscientes da importância das suas funções para o êxito do negócio;
  • e, o mais importante de todos, uma equipa de líderes de topo.

Bolas SA GB e PresidenteA Família Bolas tem sido a única fornecedora de líderes: Guilherme Bolas assumiu desde o início a tarefa de lançar e fazer crescer a empresa; a sua esposa Marília também trabalhou na empresa desde muito cedo e, com a chegada à idade adulta e após experiência externa, a entrada dos filhos Elizabete e Rui.

Com a transformação da empresa em sociedade anónima, foi com naturalidade que o pai assumiu a sua presidência e os filhos a função de administradores, com funções diversas que se complementam e acumulando o Rui com a função de Diretor Geral.

Este ano fica também associado à chegada da 4ª geração à empresa, através do neto Tomás, que assim ilustra que esta empresa familiar encontrou o caminho que lhe permite ultrapassar o desafio da continuidade geracional.

O segredo para este sucesso pode ser identificado na frase que o fundador da empresa gostava de salientar - “Nunca sujes a água que um dia poderás ter de beber”. Aplicada com sabedoria, esta frase reflete a importância de um dos grandes fatores competitivos dos negócios familiares: o longo prazo e, como tal, um dos elixires da sua potencial eternidade com a passagem do legado pelas contínuas gerações familiares.

Temas para reflexão:

  • Quantos aniversários desejamos comemorar?
  • Que tipo de relações privilegiamos com os nossos parceiros?
  • Como asseguramos a continuidade da empresa nas mãos da Família?

 

anc 1Autor: António Nogueira da Costa

Sócio consultor da efconsulting na área da Empresa Familiar e professor do ensino superior.

Especialista na elaboração de Protocolos Familiares, Planos de Sucessão, Órgãos de Governo, tendo acompanhado numerosas empresas e famílias empresárias. Co-autor de diversos livros e centenas de artigos relacionados com os negócios familiares

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casais imagem fundador

Gerir uma organização é uma tarefa árdua que implica o domínio de uma multiplicidade de assuntos que, muitas das vezes, nem nos apercebemos da sua real magnitude. Seja uma empresa pequena ou grande, um só ou vários decisores, o dia a dia será caraterizado pela necessidade de se tomarem decisões; versem elas coisas tão triviais, como a aquisição de material de escritório ou a matérias primas, ou situações mais complexas como o investimento numa nova máquina produtiva ou entrada num novo mercado externo.

Na envolvente de uma empresa familiar, alguns dos cenários irão estar relacionadas e ter impacto em pessoas da família, pelo que, seja qual for a opção selecionada, poderá ser vista como favorável por determinadas pessoas e menos positiva ou até desfavorável por outras.

Esta situação, por muita justa que possa ter sido a decisão, pode gerar algumas reações com repercussões nefastas para a empresa ou família.

Para minimizar este tipo de ocorrência, as sociedades familiares devem definir de forma clara um conjunto de regras relacionadas com quem - pessoa ou órgão, e como se tomam decisões que impliquem a família, como um todo, ou familiares de forma particular. Sendo estes procedimentos definidos previamente à sua aplicação a um caso particular, e do conhecimento de todos, minimizar-se-ão potenciais e distorcidos juízos de valor, bem como conflitos familiares.

 

casais familia“Casais” era a alcunha da trisavó de António Fernandes da Silva, o fundador, em 1958, do grupo sedeado no local onde cresceu a família e o negócio - Mire de Tibães. Em 2004, os descendentes diretos de António Casais criaram um Protocolo Familiar, numa altura em que havia 30 membros na família e o Grupo era um dos maiores da região minhota e do país no setor da Construção. Nele expressam a vontade de dar continuidade ao grande legado fundado pelo patriarca e manter a união da família bem como a empresa sob seu controlo. Com este acordo foram criadas duas estruturas essenciais para a tomada de decisões familiares e de negócio:

  • a Assembleia Familiar que tem por missão manter todos os membros da família «ligados entre si e à empresa reforçando a garantia de continuidade da mesma no seio da família Casais». Reúne uma vez por ano e é constituída pela matriarca Conceição Gomes, os cinco filhos e cônjuges e respetivos descendentes consanguíneos.
  • o Conselho Familiar  é o órgão que assegura que o protocolo funciona, resolvendo conflitos sobre assuntos como contratação, despedimentos e preparando os mais jovens para assumirem no futuro o destino da empresa. Reúne duas vezes por ano e procura analisar os assuntos de importância para a família na sua relação com a empresa, constituído por descendentes de sangue, que se decidirão questões de continuidade e sucessão.

O acordo define também regras que limitam a venda das posições accionistas ao exterior, mas a sucessão é porventura a sua principal razão de ser do protocolo, Diz o pacto que, a partir do momento em que o líder estabelecido tem mais de 55 anos, deve iniciar-se um plano de sucessão da liderança. (fonte: Mestria, edição da Empreiteiros Casais pelo 50º aniversário)

Temas para reflexão:

  • A nossa empresa possui procedimentos adequados de governo familiar?
  • A família participa nas principais decisões da empresa?
  • Como tomamos decisões relacionadas com familiares?


anc 1Autor: António Nogueira da Costa

Sócio consultor da efconsulting na área da Empresa Familiar e professor do ensino superior.

Especialista na elaboração de Protocolos Familiares, Planos de Sucessão, Órgãos de Governo, tendo acompanhado numerosas empresas e famílias empresárias. Co-autor de diversos livros e centenas de artigos relacionados com os negócios familiares

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Alexandre Santos

O estudo da Egon Zehnder solicitou aos inquiridos integrados numa sociedade familiar, ou que tivessem trabalhado numa, que identificassem procedimentos relacionados com a Sucessão e Integração, considerados profissionais e que as mesmas tinham implementado.

Art 164 procedimentos Profissionais

Os resultados por ordem decrescente da sua identificação foram:

  • Procedimentos de Governo Familiar: 46%
  • Procedimentos de Governo Empresarial: 45%
  • Ações para Executivos Não Familiares: 31%
  • Planeamento da Sucessão: 27%

Estes valores acabam por reforçar algumas ideias comuns que normalmente associamos às empresas familiares:

  • Mais de 50% das sociedades não possuem instrumentos profissionais de governo empresarial e familiar (de que podem ser exemplo os regulamentos de competência, as regras de entrada e gestão de familiares);
  • Menos de um terço das empresas recompensa os seus executivos com ações da empresa;
  • A continuidade da liderança não é planeada em quase 3 empresas em cada quatro.


Jerónimo-MartinsNo grupo familiar controlado pela família Soares dos Santos, através Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, S.A, cuja empresa mais visível é a Jerónimo Martins, consegue-se identificar, a partir de informação pública, em grande parte disponibilizada no Relatório de Governo da Sociedade de 2013, que a resposta à existência dos quatros procedimentos profissionais seria possitiva em quase todos eles:

  • O conselho de Administração é constituído por membros da família e independentes;
  • Existe um organograma com uma clara delegação de poderes e repartição de competências;
  • Não tem em vigor um plano de atribuição de ações, mas não afasta a sua adoção e alguns dos seus administradores possuem títulos adquiridos em bolsa;
  • A liderança do grupo entrou no séc. XXI pelas mãos de Alexandre Soares dos Santos, posteriormente foi assegurada pelo externo Luis Palha e, nesta década, por Pedro Soares dos Santos. Estas transições foram pacíficas o que denotam um bom planeamento da sucessão de liderança.

Temas para reflexão:

  • Qual é a situação da nossa empresa em cada um destes procedimentos?
  • O que podemos fazer para implementar ou a melhorar?
  • Quando é que vamos realmente enfrentar e colocar em prática?

 

anc 1Autor: António Nogueira da Costa

Sócio consultor da efconsulting na área da Empresa Familiar e professor do ensino superior.

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